Suplementação de vitamina D agora é recomendada a toda criança e adolescente
- brunobreeda
- 23 de dez. de 2024
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Com cada vez menos crianças fazendo atividades ao ar livre, falta do nutriente obtido pela exposição solar preocupa especialistas; saiba mais sobre as novas orientações da Sociedade Brasileira de Pediatria
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) passou a recomendar a suplementação de vitamina D para toda criança e adolescente até os 18 anos. As diretrizes anteriores sugeriam essa complementação apenas até 1 ano de idade.
A nova orientação foi atualizada em um documento publicado em novembro, depois de oito anos sem alterações, e pretende prevenir a deficiência da substância nessa faixa etária, o que pode levar a condições como o raquitismo (ossos fracos e deformidades esqueléticas), infecções respiratórias e problemas na saúde óssea.

A decisão de atualizar as diretrizes brasileiras foi tomada após a Sociedade Americana de Endocrinologia publicar, em junho, uma revisão sistemática sobre o tema.
Esse estudo identificou 14 questões clinicamente relevantes relacionadas ao uso de vitamina D – entre elas, a suplementação do nutriente para esse grupo pediátrico, principalmente aqueles sem adequada exposição à luz solar e sem uma dieta abundante em alimentos ricos nessa vitamina.
“As crianças e os adolescentes fazem cada vez menos atividades ao ar livre e estão cada vez menos expostas à luz solar. Eles ficam em shoppings, dentro de casa jogando videogame. Por isso, provavelmente parte deles está com déficit desse nutriente”, analisa o endocrinologista Crésio Alves, presidente do Departamento Científico de Endocrinologia da SBP e um dos autores do novo consenso.
Cerca de 90% da vitamina D é obtida pela síntese cutânea após exposição solar; os outros 10% vêm de fontes alimentares. Mas, segundo a SBP, os ingredientes que mais fornecem esse nutriente não fazem parte da dieta habitual dos brasileiros: são peixes de água fria, como atum, arenque e salmão, além de óleo de fígado de bacalhau e fígado de boi.




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