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Projeto cria Programa Nacional de Reabilitação Tecnológica AvançadaFonte

  • brunobreeda
  • 23 de dez. de 2024
  • 2 min de leitura

A Câmara dos Deputados discute a proposta


Coronel Chrisóstomo, o autor da proposta
Coronel Chrisóstomo, o autor da proposta

O Projeto de Lei 2333/24 cria o Programa Nacional de Reabilitação Tecnológica Avançada, para integrar inovações ao tratamento de pacientes com deficiências físicas e neurológicas. O texto está em análise na Câmara dos Deputados.

Conforme a proposta, o programa terá como objetivos:

  • promover pesquisa e desenvolver tecnologias de ponta para a reabilitação, incluindo robótica, inteligência artificial, realidade virtual, neurotecnológica e impressão 3D;

  • estabelecer parcerias entre universidades, centros de pesquisa, hospitais e empresas de tecnologia para desenvolver novos dispositivos e métodos de reabilitação;

  • implementar unidades de reabilitação tecnológica em hospitais públicos e centros de saúde especializados e clínicas conveniadas;

  • capacitar profissionais de saúde no uso de tecnologias avançadas para reabilitação, garantindo atualizações contínuas e treinamento específico; e

  • garantir acesso gratuito ou subsidiado às tecnologias de reabilitação para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Tecnologias de reabilitaçãoAinda segundo o texto, serão consideradas tecnologias de reabilitação:

  • gameterapia para tratamento de recuperação neurológica, distúrbios emocionais, depressão, fobias e problemas de natureza articular;

  • exoesqueletos robóticos para recuperação de movimentos e fortalecimento muscular;

  • dispositivos de realidade virtual para reabilitação cognitiva e motora;

  • sistemas de biofeedback para monitoramento e aprimoramento de funções corporais;

  • impressoras 3D para criação de próteses personalizadas e dispositivos de suporte;

  • neurotecnologia para implantes de interfaces cérebro–computador implantáveis; e

  • softwares de inteligência artificial para personalização de tratamentos e acompanhamento de progresso.

Unidades de reabilitaçãoAs unidades de reabilitação tecnológica, de acordo com o texto, deverão:

  • ser equipadas com as mais recentes tecnologias disponíveis no mercado;

  • oferecer atendimento interdisciplinar, incluindo fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, neurocientistas, engenheiros biomédicos e outros profissionais especializados;

  • realizar avaliações periódicas de eficiência e eficácia dos tratamentos oferecidos; e

  • desenvolver programas individualizados de reabilitação, com base nas necessidades específicas de cada paciente.

CoordenaçãoO programa nacional será coordenado pelo Ministério da Saúde, em colaboração com os ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação; e da Educação.

Caberá ao Ministério da Saúde o monitoramento, a avaliação e a prestação de contas.

“As inovações tecnológicas na reabilitação de pacientes têm mostrado resultados promissores, proporcionando tratamentos eficazes e personalizados em diversas condições”, disse o autor da proposta, deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO).

Próximos passosO projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Ciência, Tecnologia e Inovação; de Saúde; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.



Fonte: Agência Câmara de Notícias

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